The most underutilized antidepressant: Exercise!

(Ver portugues em baixo)

[EN]

Hello my friends,

Yesterday, I went outside for a run and suddenly, whilst enjoying myself, a quote came to my mind “Food is the most abused anxiety drug. Exercise is the most underutilized antidepressant”. Therefore today I decided to talk about emotions…

We all know how they feel, we have experienced different stages of the broad spectrum of emotions and in a practical way (better or worse) we all know how to deal or overcome some of them. This acquired knowledge is part of our self – discovery journey.

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Run

Emotions are often defined as a physiological response to the events in the environment and the thoughts recalling those events.

Emotions and feelings are two distinct concepts very important to be clarified. Emotions develop as a biological process which culminate in a personal mental experience (a feeling). Consequently, emotions are a result of hormonal levels and changes in facial expression that in many cases (most of them actually) can be scientifically measured. Feelings are the later private awareness of that emotion.

This concept makes me wonder… if the most rudimentary mental survival mechanism is based on the attainment of pleasure and avoidance of pain, why are we so hard on ourselves increasing stress levels that can only harm our body?

I’m not being judgmental here…at all! Been that, done that. Continuing improving everyday, being aware of my weaknesses. However shouldn’t we accept ourselves (and working towards a better self version) in order to have a balanced happy life?

From a scientific perspective food is associated with multi-sensory properties that increase the experience of pleasure in different brain regions. It’s essential for survival, but what truly makes it special is the pleasure involved in this experience and the stimulation of the brain mechanisms involved in the initiation and termination of a meal. These mechanisms are fundamental to control the food intake.

Understanding the pleasure of food plays a fundamental role and offers insights regarding well-being. Food with different flavors and textures create a multi sensory experience, which over time is highly dependent on expectations and previous experiences.

Sugary and processed foods can be highly addictive as they stimulate the hunger centre of the brain, hence because of the comfort and pleasure associated with food, we continue to increase its intake having a sense of reward. This behavior progressively can lead to obesity and other associated diseases.

Sports in general release endorphins, being the main mechanism associated with pleasure. So people who exercise regularly show a positive boost in their mood and lower rates of depression.

Sports should be incorporated in the sociological thinking as a way to achieve well-being and prevent disease, hence policy should follow this trend to support the theoretical frame of health promotion in the context of sport.

Exercise has proven to reduce stress, boost self-esteem, diminish anxiety and depression, lower blood pressure, improve sleep, increase energy levels, and so many other aspects that I could refer here…

If both food and sports are associated with the brain mechanisms of pleasure, why in a stressful situation the majority of people still prefer to grab food rather than going for a walk? Would it be easier, better accepted by society norms or are we lazy and careless of our own health?

If food is still the most abused drug, why is exercise the least prescribed medicine?

Better awareness, better practice guidelines, better role models and better engagement with younger generations to start changing behaviors… Better mental health and overall well-being they say 😉

Stay Beautiful,

Joana

Disclamer: This article portrays my own opinion based on personal experience and scientific evidence acquired during my Pharmaceutical Sciences degree (MPharm).

 

[PT]

Olá gente gira!

Ontem fui fazer jogging ao ar livre e enquanto desfrutava da minha corrida, lembrei-me de uma citação bastante popular “A comida é das substâncias mais utilizadas como ansiolítico. O exercício físico é o antidepressivo menos prescrito”. Em português seria mais ou menos esta a traducão (perdoem o meu cerebro trilingue).

Assim, hoje decidi escrever sobre emoções …

Todos sabemos o seu significado, e de uma ou outra forma já experimentámos diferentes fases do amplo espectro de emoções, sendo que com uma abordagem bastante prática (uns melhor que outros) todos nós sabemos lidar com estas sensacões e superar algumas delas. Este conhecimento adquirido faz parte de nossa jornada de auto – descoberta.

As emoções são muitas vezes definidas como uma resposta fisiológica perante os eventos do ambiente externo, traduzidas nos pensamentos que nos recordam esses mesmos eventos.

Emoções e sentimentos são dois conceitos distintos muito importantes de serem esclarecidos. Emoções desenvolvem-se como um processo biológico que culminam numa experiência mental pessoal (um sentimento).

Consequentemente, as emoções são o resultado de níveis hormonais e mudanças na expressão facial que em muitos casos (a maioria ) podem ser medidos cientificamente. Os sentimentos são a consciência privada – e pessoal – referente a essa emoção.

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Yoga

Este conceito deixa-me de certa forma pensativa… se o mecanismo de sobrevivência mental mais rudimentar é baseado na obtenção de prazer evitando a dor, por que somos nós tão duros conosco próprios aumentando assim os níveis de stress que só prejudicam o nosso corpo?

Não estou a emitir qualquer tipo de juízo de valor… de todo! Sou exatamente igual e continuo atentar melhorar todos os dias estando ciente das minhas fraquezas.

No entanto, não nos deveríamos aceitar a nós mesmos (trabalhando no sentido de construir uma versão melhorada), com o objectivo final de alcancar uma vida feliz e equilibrada?

Numa perspectiva científica a alimentacão está associada a propriedades multisensoriais que preconizam uma experiência de prazer em diferentes regiões do cérebro. A comida é contudo essencial à nossa sobrevivência, mas o que realmente a torna especial é o prazer envolvido nesta experiência e a estimulação dos mecanismos cerebrais envolvidos na iniciação e término de uma refeição. Estes mecanismos são fundamentais para controlar a ingestão de alimentos.

Entender o prazer associado à alimentacão desempenha um papel fundamental e oferece uma ampla compreensão face à promocão do bem-estar geral. Alimentos com diferentes sabores e texturas criam uma experiência multi-sensorial, que ao longo do tempo é altamente dependente de expectativas e experiências anteriores, baseando-se na memória adquirida.

Assim alimentos açucarados e processados podem ser altamente viciantes já que estimulam o córtex cerebral, associando sentimentos de conforto e prazer à comida. Desta forma, continuamos a aumentar a ingestão de alimentos, tendo uma sensação de recompensa. Este comportamento pode progressivamente conduzir a estados de obesidade e associados a outras co-morbilidades.

É sabido que o desporto liberta endorfinas, as quais moderam alguns dos principais mecanismos associados ao prazer. Assim, as pessoas que praticam desporto de forma regular apresentam impulsos positivos no seu humor e menor incidência de depressão.

O desporto deve ser incorporado no pensamento social colectivo como uma forma de promover um estado de bem-estar e prevenir a doença, sendo que as políticas nacionais devem seguir esta tendência, incluindo o enquadramento teórico de promoção da saúde no contexto do desporto.

O exercício físico já provou ter inúmeros benefícios tais como reduzir o stress, aumentar a auto-estima, diminuir a ansiedade e depressão, diminuir a tensão arterial, melhorar o sono, aumentar os níveis de energia, entre tantos outros aspectos que poderia continuar a referir …

Se os alimentos e o desporto estão associados a mecanismos cerebrais que estimulam a sensacão de prazer, porque razão em situações de stress a maioria de nós ainda prefere “abusar ” da comida ao invés de ir fazer uma caminhada? Será mais fácil, melhor aceite pelas normas da sociedade atual ou seremos apenas preguiçosos ou descuidados com a nossa própria saúde?

Se a comida é ainda a substância mais consumida (e abusada), porque será o exercício físico o “medicamento” menos prescrito?

Maior consciêncializacão, melhores práticas clínicas, melhores exemplos, e maior envolvimento com as gerações mais jovens de forma a mudar comportamentos …  consequentemente alcancaríamos uma melhor saúde mental e bem-estar em geral pelo que dizem os especialistas 😉

Stay beautiful,

Joana

Disclamer: Este artigo retrata a minha própria opinião com base na experiência pessoal e evidência científica adquirida durante o meu Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas (MPharm).

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